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Prática descrita  desde o Egito de antes de Cristo, a hipnose pode ser definida como o estado intermediário entre o sono e o despertar no qual é possível acessar com mais facilidade o inconsciente. Reconhecida pelos principais órgãos de saúde, como Organização Mundial da Saúde (OMS), Ministério da Saúde e Conselho Federal de Medicina, a técnica pode ser usada para tratar problemas que vão desde fobias, ansiedade, estresse, síndromes pós-traumáticas até distúrbios alimentares.

 

Como funciona? 

Em uma sessão, o hipnólogo (pessoa que conduz a hipnose) ajuda o paciente a entrar no chamado transe hipnótico usando determinadas palavras e técnicas. Assim, a pessoa atinge um estado máximo de concentração a ponto de “deixar de lado” todo o resto que a cerca. Esse estado pode atingir diversas fases e, de acordo com o médico anestesiologista do Hospital São Lucas da PUCRS Régis Aquino, professor do curso de Medicina da universidade, podem variar da 1 a 17. Nessa última, inclusive, o transe hipnótico é tão profundo que seria possível realizar uma cirurgia sem anestesia.

Ao atingir esse estágio máximo de atenção, é possível acessar informações guardadas no inconsciente. No transe hipnótico, manda-se boas mensagens e sugestões para o inconsciente, que é basicamente o piloto automático das nossas vidas e coordena a maior parte das nossas ações.

— De modo geral, depois que aprendemos as coisas, o inconsciente toma conta — explica Aquino.

Por exemplo: quando se aprende a dirigir, primeiro, é preciso coordenar os pés nos pedais corretamente, cuidar dos espelhos e trocar as marchas. Com o tempo, isso vai para o inconsciente e conseguimos fazer toda essa operação e ainda ouvir música, conversar e ler as placas da rua.

Logo, o trabalho da hipnose é enviar mensagens para esse inconsciente fazendo com que ele saia desse modo automático.

Um exemplo que o professor cita é o caso de uma pessoa que deseja parar de fumar e odeia azeitona. Por meio da hipnose, pode-se condicioná-la a sentir o gosto do fruto da oliveira toda vez que coloca um cigarro na boca.

— Ela tem uma determinada queixa e quer uma solução. Então, colocamos mensagens com essa resolução no inconsciente — fala o médico.

Técnica ajuda a tornar memórias mais claras 

Utilizando a técnica também é possível “rebobinar” a vida e viajar através dos anos — o que não tem nada a ver com “vidas passadas”:

— Quando você está em transe, consegue raciocinar sobre qualquer assunto. São as lembranças que se teria acordado, porém, com mais detalhes. Em estado hipnoidal, o cérebro está muito mais tranquilo, o que ajuda nessas memórias — diz o professor da PUCRS.

É importante ressaltar que um hipnólogo não consegue “dominar” o paciente, como é comum na ficção. Aquino destaca que a pessoa só faz aquilo que quer e tem vontade:

— A pessoa não diz o que não quer e não é obrigada a fazer nada. Ela tem plena consciência. O temor do público é que na sessão serão feitas revelações. Isso não existe.

Texto Original: https://gauchazh.clicrbs.com.br/

 

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